A arte intangível de Lourdes Bandarra trabalha a passagem do material ao nada, o reflexo do espírito no objecto, o antes e o depois da existência, conseguindo captá-la no inanimado em toda a sua essência. Questiona o papel da arte nas pessoas e o papel das pessoas na própria arte. Convida o espectador a imiscuir-se na génese do material através de reacções viscerais, forçando-o a enfrentar o imaginário inconsciente que ninguém conhece mas com que todos estamos familiarizados. Pois como Lourdes Bandarra diz «o que me interessa mais neste momento é a causalidade do que aconteceu com aquilo que irá acontecer». Uma oportunidade rara de decompormos a nossa existência enquanto a estamos a vivenciar.

Conseguimos uma entrevista com Lourdes Bandarra – uma artista que continua a insistir em não revelar a sua imagem, em permanecer incógnita – na qual discutimos a sua mais recente instalação: «Silhuetas do Ser».

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